22 de setembro de 2011

Eu pensei que eu poderia respirar sem o lápis com a ponta por apontar, eu juro que pensei que aquele maldito caderninho de folhas sujas e gastas não precisaria me acompanhar. Mas eu estava errada (mais uma vez), eu precisei agarrar a caneta do balcão e o guardanapo do bar sujo, eu transpassei o que doía tão rápido, tão cuspido que rasguei o guardanapo e peguei outro. E escrevi em três guardanapos. O primeiro na palavra "começou" rasgou, nem percebi. O segundo na palavra "saudade" rasgou, eu quis parar mais continuei. O terceiro rasgou a frase inteira "não quero mais, chega, se doer que doa, eu nem ligo mais".
Amassei os guardanapos, joguei no lixo e lembrei que gesso também engessa coração.