as portas entre-abertas,
ruídos de conversa de bêbado misturada com risadas tomam conta dos meus ouvidos,
você está ali no canto,
quieto como sempre,
com os olhos fixos em um só ponto.
Onde sento não posso te ver,
melhor assim,
talvez.
Pego meu copo e continuo com a conversa que a pouco escutei lá fora.
Meus dedos estão gelados,
passo o copo de cerveja de uma mão a outra.
Meus dedos continuam gelados.
Vez ou outra escuto um comentário seu sobre a conversa,
ninguém mais escuta.
Olho para trás com o intuito de te colocar na conversa com um sorriso,
não te acho ali mais,
te procuro pela sala,
você nunca esteve ali.
Nós nunca estivemos em mim.