28 de junho de 2011

Fingiremos que meu cérebro não lembra do que passou, do que falou, do que sentiu.
Fingiremos que eu não te conheço.
Fingiremos que te esqueci.

27 de junho de 2011

Corre corre corre cuidado com o fio não tropeça no tapete segura até o banheiro na privada não suja tudo lava a boca senta ai respira dá descarga lava a mão lava a boca de novo passa pasta de dente sei lá sai daí dá uma volta sei lá respira melhorou ?

19 de junho de 2011

Entre rostos parecido com o seu, 
nenhum idiota conseguiu me livrar de você.

Então chegou.

Em algum canto qualquer,
em meio a um silêncio incomum,
escutei um riso
que por algum motivo desconhecido me fez rir também.
Pude escutar envolto o riso seu passos vindo até mim.
Pouco pude ver de seu rosto,
alguns traços conhecidos,
os olhos iluminados,
um pouco confuso.
Meu olhos se fechara e o beijo aconteceu.

17 de junho de 2011

Siga o seu caminho,
segure a minha mão.
Continue o seu trajeto,
me abraça.

6 de junho de 2011

O gelo que pulsa meu sangue.

Na calçada da rua escura 
onde permanecia a neblina densa
fiquei sentada a esperar a primeira morte a passar.

Sem vida, 
sem passos, 
sem ruídos, 
sem batidas do coração.

Boa noite Cinderela, 
seu conto acabou ontem.

5 de junho de 2011

Vai e vem.

Enquanto passa o tempo que não tenho,
permanece a duvida que nunca tive.
Enquanto vai os sonhos de que eu desisto,
em meus olhos só brilha o seu rosto.
Enquanto foge o sorriso que te roubei,
sorrio para fazer sorrir.
Enquanto faço palhaçadas no meu palco,
me apaixono pelo palhaço de outro palco.
Espero que um dia eu aprenda que palhaços só gostam de brincar.
Estou cansada de brincar de nada.

Depois do ali.

Tão longe é o aqui, 
tão longe quanto você de mim.

Se alguém tenta entrar, 
eu já estranho, 
antes de conseguir.

Não se perca, 
não divida-me, 
não.

Se o tempo acabar, 
acabou.

1 de junho de 2011

Eu dormi querendo ser.

Ninguém sabe o quanto pode ser,
até acordar sendo.

Posso ser sua metade,
seu terço,
seu quarto.

Posso ser você,
posso ser apenas eu,
posso não ser nada.

Posso ser aquela outra,
essa aqui,
ou quem tenta te esquecer.

Vou ser seu Karma,
seu tudo,
seu nada.

Não vou ser, vou deixar de ser.
Até que você me diga que posso ser novamente tudo isso.
Até que você me diga que posso ser novamente você.